O cartório 1º Ofício de Notas, situado na Rua Des. Manoel Pereira, s/n, Santo Antônio, Mutuípe-BA, ergueu-se em 1888, um marco crucial na história da cidade e na consolidação do sistema de registro de documentos em Mutuípe. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por notas e protestos de títulos, refletindo o desenvolvimento da economia local e a expansão da atividade agrícola da região. Antes de sua instalação, a cidade era um pequeno núcleo de fazendas e pequenos comércios, e a necessidade de formalizar transações comerciais e a garantia de segurança jurídica era um desafio constante para os proprietários e comerciantes.
O primeiro tabelião, o renomado Seu Manuel Pereira, foi o pioneiro a dar vida ao cartório. Sua dedicação e habilidade em lidar com os documentos, combinada com a crescente necessidade de um registro formal, foram fundamentais para o sucesso inicial. Ao longo das décadas seguintes, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às mudanças sociais e econômicas de Mutuípe. A década de 1920 viu a introdução de novas técnicas de registro, e a adição de um sistema de contabilidade, que permitiu um controle mais eficiente dos documentos. A década de 1950 foi marcada por um aumento significativo na demanda por protestos de títulos, impulsionado pelo crescimento da indústria e pela expansão do comércio local. A cidade, então, se tornou um importante centro de produção de café, e a necessidade de registrar a propriedade de terras e a produção agrícola se tornou uma prioridade.
O 1º Ofício de Notas, com o tempo, se consolidou como um pilar da administração da cidade. Atualmente, o cartório atende a mais de 500 famílias da região, registrando notas de compra e venda, protestos de títulos, e outros documentos importantes para a vida social e econômica de Mutuípe. A história do cartório é marcada por inúmeras famílias que, por meio de seus registros, garantiram a segurança jurídica de seus bens e a continuidade de seus negócios. Aos poucos, o cartório se tornou um símbolo da organização e da confiança da comunidade, um local de encontro e de proteção para aqueles que necessitavam de um registro formal e seguro de seus direitos.