O Cartório de Registro Civil de Açucena, erguido em 1888, na data aproximada de um período de intensa expansão para a região, representa um marco na história de Governador Nunes Freire. A cidade, que em sua época era um pequeno núcleo rural, estava em pleno crescimento, impulsionada pela descoberta de novas áreas de cultivo e pela crescente demanda por serviços administrativos. A fundação do cartório foi iniciada por José Ferreira da Silva, um oficial de registro civil que, com a ajuda de um pequeno grupo de comerciantes e fazendeiros, estabeleceu a primeira instância do cartório, inicialmente como um posto de atendimento para a documentação de nascimentoes e casamento. A região, então, era conhecida por sua produção de açúcar, e a necessidade de registrar os registros de família era fundamental para o desenvolvimento econômico e social da comunidade.
Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população. Em 1925, o cartório foi renomeado para "Cartório de Registro Civil de Açucena", em homenagem ao nome da cidade e ao importante papel que o cartório desempenhou na vida dos moradores. A evolução do cartório foi marcada por um aumento constante na demanda por serviços, com a adição de novas especialidades como a emissão de certidões de óbito, a elaboração de inventários e a gestão de interdições e tutelas. A comunidade, que antes dependia da documentação para a vida cotidiana, passou a ter acesso a um serviço essencial para a segurança jurídica e a organização familiar. Aos poucos, o cartório se consolidou como um ponto de referência para a população, atendendo a diversas gerações, desde os primeiros colonos até os dias atuais.
Hoje, o Cartório de Registro Civil de Açucena é um importante centro de referência em Governador Nunes Freire, com um número de funcionários e atendentes que ultrapassa as 300 pessoas. A cidade, que antes era um lugar pequeno e isolado, hoje é um importante polo de desenvolvimento, com uma economia diversificada e um forte senso de comunidade. O cartório continua a desempenhar um papel fundamental na garantia da segurança jurídica e na preservação da memória histórica da região, registrando com precisão e responsabilidade os eventos que moldaram a vida de seus moradores.