O Cartório de Gama, situado na Rua Durval Lagares, 23, 0, Açucena-MG, ergueu-se em 1888, um marco crucial na história da cidade, que em sua época, ainda se encontrava em um período de intensa expansão agrícola e desenvolvimento rural. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, que se intensificava com o aumento da população e a consolidação da economia local. A região de Açucena, antes um pequeno núcleo de fazendas, estava em ascensão, atraindo imigrantes de diversas partes do Brasil, e o cartório se tornou um ponto de referência para a documentação legal e administrativa da comunidade.
O primeiro tabelião, o renomado Sr. José Ferreira da Silva, foi o pioneiro a estabelecer o cartório. Sua dedicação e habilidade em lidar com a documentação, combinada com a crescente necessidade de registrar os eventos familiares, foram fundamentais para o sucesso inicial do cartório. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às mudanças sociais e econômicas da região. A adição de novas especialidades, como a emissão de certidões de notas, consolidou a reputação do Cartório de Gama como um centro de referência para a população local. A cidade, em constante crescimento, viu-se cada vez mais dependente do cartório para registrar os eventos importantes, desde o nascimento de crianças até o falecimento de seus moradores.
Hoje, o Cartório de Gama é um pilar da vida de Açucena, atendendo a mais de 5.000 famílias e gerando empregos para muitos moradores. As famílias que já foram atendidas incluem a família dos Martins, que registrou o nascimento de seus filhos há mais de um século, a família dos Oliveira, que se casou e teve seus filhos registrados, e a família dos Costa, que se divorciou e teve seus filhos registrados. O cartório também se destaca por sua atuação em casos de divórcio, testamentos e outras questões legais, garantindo a segurança jurídica para os cidadãos da região. O nome "Gama" foi escolhido em homenagem ao rio que corta a cidade, simbolizando a importância do cartório para o desenvolvimento e a prosperidade de Açucena.