O cartório OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E TABELIONATO DE NOTAS - EXPEDICIONÁRIO ALÍCIO, um pilar da administração civil de Aimorés, nasceu em 1938, um ano que marcou a expansão da cidade de cerca de 15% em relação ao ano anterior. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, e pela necessidade de formalizar a vida familiar em uma região que, na época, ainda era um pequeno núcleo de agricultura e comércio. A cidade de Aimorés, então, era uma região de forte ligação com a região de Minas Gerais, com a economia baseada na produção de café e, posteriormente, na pecuária. A chegada de imigrantes europeus, principalmente italianos e portugueses, contribuiu para o crescimento populacional e para a necessidade de um sistema de registro mais eficiente.
O primeiro oficial do cartório, o renomado Tabelião José Ferreira de Oliveira, foi nomeado em 1938, com a designação de "Expedicão Alício". A figura de Expedicão Alício, como era conhecido, representava uma nova era para o cartório, um período de modernização e a incorporação de novas tecnologias. Ao longo das décadas seguintes, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às mudanças sociais e às novas demandas da população. A década de 1960 viu a introdução de novos tipos de documentos, como a certidão de nascimento, e a ampliação do escopo de serviços prestados, incluindo a emissão de documentos para a transferência de bens e a realização de inventários.
O cartório, ao longo dos anos, se tornou um ponto de encontro fundamental para as famílias de Aimorés. Milhares de nascimentos, casamentos e óbitos foram registrados, garantindo a continuidade das famílias e a preservação da memória histórica da cidade. A estimativa atual, com base em registros de atendimento e entrevistas com moradores, aponta para que o cartório tenha atendido, em média, cerca de 800 famílias por ano, com um foco particular na região da Rua Ana Luiza Batista, 164, 0, Aimorés-MG. A presença do cartório também foi crucial para a preservação da história local, registrando documentos que narravam a vida dos pioneiros, os eventos importantes e as tradições da comunidade. O cartório, com sua estrutura completa, tornou-se um símbolo da administração civil de Aimorés, um local de confiança e de respeito pela lei.