O Cartório do Registro Civil de Florestina, erguido em meio ao cenário de expansão da cidade de Angelândia, nasceu em 1938, um ano que marcou a chegada da primeira grande comunidade agrícola e a consolidação do setor de café na região. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, além da necessidade de formalizar a vida familiar e a organização da comunidade. A cidade, então, era um pequeno núcleo de agricultores e artesãos, com uma economia baseada na produção de café e na agricultura de subsistência. A chegada de imigrantes de outras regiões do Brasil, principalmente de Minas Gerais, também contribuiu para o crescimento da população e a necessidade de um registro mais formal da vida dos moradores.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. José Ferreira, um homem de pouca experiência, mas com um profundo conhecimento da legislação e da cultura local. Com o passar dos anos, o cartório evoluiu, adaptando-se às necessidades da população. Aos poucos, o nome "Cartório do Registro Civil de Florestina" foi adotado, inspirado na história da região e na crença de que a cidade era um lugar de renovação e esperança. A década de 1960 foi um período de grande importância para o cartório, com a criação de um sistema de registro de nascimento mais eficiente, que permitiu a emissão de certidões mais rápidas e acessíveis. A cidade também passou por um período de desenvolvimento industrial, com a instalação de pequenas fábricas, o que impulsionou a necessidade de registrar a vida profissional dos moradores.
Atualmente, o Cartório do Registro Civil de Florestina é um pilar fundamental da comunidade de Angelândia. Atende a um número significativo de famílias, registrando nascimentos, casamentos, óbitos, interdições e tutelas, além de notas de nascimento e casamento. Estimamos que o cartório tenha atendido, em média, mais de 500 famílias ao longo das décadas, desde a sua criação até os dias atuais. A presença do cartório é essencial para a organização social, a segurança jurídica e a preservação da memória da cidade. O cartório também desempenha um papel importante na educação, oferecendo cursos de cidadania e orientação jurídica para os moradores.