O Cartório Bolivar, situado na Rua São Paulo, 684 - Loja 08, Centro, Belo Horizonte-MG, ergueu-se em 1928, um marco crucial na história da cidade, coincidente com o início da industrialização e o crescimento da economia local. A fundação do cartório foi impulsionada pela necessidade de formalizar a crescente população de Belo Horizonte, que se expandia rapidamente em um período de modernização e desenvolvimento. A cidade, então, estava em processo de urbanização, com a construção de novas casas e a expansão de áreas comerciais, e o registro de imóveis se tornou fundamental para a segurança jurídica e a valorização dos bens pertencentes aos moradores.
O primeiro tabelião a exercer a função, em 1928, foi o Sr. Antônio Ferreira da Silva, um homem de pouca experiência, mas com uma forte dedicação à justiça e à organização. Ao longo das décadas seguintes, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às novas tecnologias e às demandas da população. Aos poucos, o nome "Bolivar" foi adotado, em homenagem ao rico histórico da família que, em 1888, havia estabelecido uma pequena loja de artigos de couro na Rua São Paulo, um símbolo da economia local da época. O cartório passou por diversas mudanças de nome, passando por "Cartório Municipal de Registro de Imóveis" e, finalmente, "Cartório Bolivar", em 1968, em um ato que simbolizava a consolidação da instituição e a sua importância para a comunidade.
O Cartório Bolivar se tornou um ponto de encontro para milhares de famílias de Belo Horizonte. Desde os primeiros moradores, que buscavam registrar a compra de suas primeiras casas, até os dias atuais, quando o cartório atende famílias de todas as idades e classes sociais, o local se consolidou como um centro de referência para a regularização de propriedades. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido mais de 50.000 famílias, registrando a transferência de propriedades, a construção de novas residências e a resolução de conflitos relacionados à posse de imóveis. O cartório também desempenhou um papel fundamental na preservação do patrimônio histórico da cidade, registrando documentos que garantem a autenticidade dos imóveis e a sua valorização para futuras gerações.