O Cartório Ibirá de Marques, situado no coração de Campo Azul, MG, nasceu em 1928, um ano que marcou a chegada da cidade à era industrial e o início de um crescimento significativo. A fundação do cartório foi impulsionada pela necessidade de registrar os primeiros registros de nascimento, casamento e óbito na região, um cenário que, na época, era marcado pela ruralidade e pela ausência de serviços administrativos. A cidade, então, era uma pequena vila de agricultores, com a economia baseada na produção de grãos e a vida social centrada em laços familiares e comunitários. A chegada da Companhia de Telefonia da Santa Catarina, em 1932, trouxe consigo a modernização da cidade e a necessidade de um registro mais formal das relações familiares, o que impulsionou a criação do cartório.
O primeiro tabelião, o Sr. José Ferreira, foi o pioneiro, e sua tradição se baseava na observação e no conhecimento da população local. Inicialmente, o cartório operava com um sistema rudimentar, utilizando principalmente o registro manual e a memória dos seus auxiliares. Com o passar dos anos, o cartório evoluiu, incorporando novas tecnologias e procedimentos. A década de 50 viu a introdução de um sistema de registro eletrônico, um marco importante que permitiu a organização e o controle dos dados, além de facilitar a consulta aos registros. A partir da década de 70, o cartório se tornou um ponto de referência para a comunidade, atendendo a um número crescente de famílias e gerando um impacto significativo na vida social e familiar de Campo Azul.
Atualmente, o Cartório Ibirá de Marques é um dos cartórios mais importantes da região, com uma equipe de aproximadamente 20 tabeliães e auxiliares. Atua em diversas áreas, como o registro de nascimentos, casamentos, óbitos e notas, garantindo a segurança jurídica e a organização dos registros. A comunidade de Campo Azul confia no cartório para garantir a continuidade das famílias e a preservação da história local. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido mais de 5.000 famílias, desde os primeiros registros até os dias atuais, contribuindo para a segurança e a continuidade das relações familiares e para a preservação da memória da cidade.