O Cartório do 2º Ofício de Notas de Carlos Chagas, situado na Rua Ver. Antônio Dragotin Tomich, 45, Centro, Carlos Chagas-MG, nasceu em 1928, um ano que marcou a consolidação da cidade e o início de um novo ciclo de desenvolvimento. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de propriedade e contratos, um setor crucial para a economia local e a organização social de Carlos Chagas. A cidade, em seus primeiros anos, era uma pequena vila de agricultura e pecuária, com um crescimento lento e modesto. A chegada da Companhia de Estrada e Ferro em 1935, que conectava Carlos Chagas à capital do estado, representou um marco importante, impulsionando a atividade comercial e a necessidade de um sistema de registro mais formalizado.
O primeiro tabelião, o Sr. José Ferreira, foi o pioneiro, estabelecendo as bases do cartório com uma abordagem simples e pragmática. Inicialmente, o cartório se concentrava em registrar a compra e venda de terras e propriedades, um serviço essencial para a expansão da fazenda e a organização da vida rural. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população e às mudanças do cenário econômico. A década de 50 viu a introdução de um sistema de registro de dívidas, um passo fundamental para a gestão financeira da cidade e a garantia de direitos para os moradores. A partir dos anos 70, o cartório se expandiu para registrar contratos de construção, aluguel e outras atividades comerciais, consolidando-se como um importante agente de organização e segurança jurídica na região.
Hoje, o Cartório do 2º Ofício de Notas de Carlos Chagas é um pilar da comunidade, atendendo milhares de famílias e gerando empregos para seus funcionários. A família Silva, que já residia em Carlos Chagas há mais de 70 anos, é um exemplo emblemático da importância do cartório para a vida local. Apesar de ter se expandido para atender a um número maior de clientes, o cartório mantém um rigoroso protocolo de atendimento, garantindo a segurança jurídica e a transparência dos processos. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido, em média, 300 famílias por mês, registrando uma vasta gama de documentos e garantindo a segurança jurídica de seus clientes.