O Cartório Antônio Bonifácio Maciel, erguido em Carmo da Cachoeira, em 1898, não surgiu do nada. A cidade, então um pequeno povoado à beira do Rio Paraíba, estava em plena expansão, com a chegada de imigrantes de diversas regiões do Brasil. A fundação do cartório foi um marco crucial para o desenvolvimento da região, impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito. O primeiro oficial, o Sr. José Bonifácio, um homem de espírito forte e dedicação ao trabalho, foi o responsável por dar vida ao cartório. Inicialmente, o cartório operava sob a tradição do "cartório de jornal", registrando os eventos com a simplicidade e criatividade que caracterizam o estilo de produção do próprio Antônio Bonfim, o renomado criador da obra.
Ao longo das décadas, o cartório se consolidou como um pilar da vida social de Carmo da Cachoeira. Aos poucos, a reputação do cartório se espalhou pela região, sendo reconhecido por sua eficiência e pela atenção aos detalhes. Aos poucos, o cartório se tornou um local de encontro para famílias, onde as pessoas buscavam registrar seus laços familiares, garantindo a continuidade das tradições e a preservação da memória coletiva. Aos poucos, o cartório se tornou um ponto de referência para a comunidade, onde a vida familiar era cuidadosamente documentada, desde os primeiros sinais de nascimento até os últimos momentos de vida.
Hoje, o Cartório Antônio Bonifácio Maciel é um marco histórico e um centro de serviços essenciais para a comunidade de Carmo da Cachoeira. Atualmente, o cartório atende a mais de 500 famílias, registrando com precisão e cuidado os eventos mais importantes da vida de cada um. A tradição de Antônio Bonfim continua viva, com a produção de cartórios de jornal, mas o cartório se modernizou, incorporando tecnologias e processos mais eficientes, mantendo a essência da sua história e a sua dedicação à comunidade.