O Cartório de Paz e Notas de Santo Antônio dos Campos, situado na Rua João Martins Coelho, 331, Florermida, Córrego Fundo-MG, nasceu em 1928, um ano que marcou a chegada da cidade à era industrial e o início de um crescimento significativo. A fundação do cartório foi impulsionada pela necessidade de registrar os primeiros registros de nascimento, casamento e óbito na região, um cenário que, na época, era marcado pela ruralidade e pela ausência de serviços administrativos. Inicialmente, o cartório era um pequeno estabelecimento, operado por um único tabelião, o Sr. José Ferreira, um homem de pouca experiência, mas com um profundo conhecimento da legislação local e da comunidade. A tradição do cartório era construída sobre a observação atenta dos costumes e das necessidades da população, buscando oferecer um serviço eficiente e acessível.
Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às mudanças sociais e econômicas de Córrego Fundo. Em 1945, o cartório foi formalmente reconhecido como o Cartório de Paz e Notas de Santo Antônio dos Campos, um nome que refletia a importância do cartório para a vida da comunidade. A partir da década de 1960, o cartório se expandiu, incorporando novas funções, como a emissão de certidões de nascimento, casamento e óbito, além de auxiliar na elaboração de documentos relacionados a questões de propriedade e herança. A figura do Sr. José Ferreira, embora já não mais atuasse diretamente no cartório, deixou um legado de dedicação e profissionalismo, que inspirou as gerações futuras de tabeliães.
O Cartório de Paz e Notas de Santo Antônio dos Campos se consolidou como um pilar fundamental da vida de Córrego Fundo. Ao longo dos anos, o cartório atendia a milhares de famílias, registrando os eventos mais importantes da vida de seus membros, desde o nascimento de um filho até o falecimento de um ente querido. A comunidade se sentia segura e protegida pela presença do cartório, que oferecia um serviço de confiança e responsabilidade. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido, em média, cerca de 300 famílias por ano, com um volume de trabalho que variava de acordo com a época e as necessidades da população.