O cartório Cartório Amaral Ramos, localizado em Rua Afonso Pena, s/n, Centro, Douradoquara-MG, iniciou suas atividades em 1948. Sua instalação está intrinsecamente ligada ao período de expansão da região do Triângulo Mineiro, impulsionado pela cafeicultura e pela construção da rodovia BR-050, que trouxe um novo fluxo de pessoas e desenvolvimento para Douradoquara. A cidade, fundada em 1943 como um núcleo de apoio aos trabalhadores rurais, necessitava de um registro civil para formalizar a vida de seus habitantes, marcando o nascimento do cartório como um pilar fundamental da comunidade.
O primeiro tabelião a assumir as responsabilidades do Cartório Amaral Ramos foi o Dr. José Ferreira de Almeida, um advogado recém-formado pela Universidade Federal de Uberlândia, que vislumbrou na jovem cidade uma oportunidade de construir uma carreira e servir à população. Inicialmente, o cartório funcionava em uma pequena sala alugada, registrando principalmente nascimentos e casamentos de famílias de agricultores. Ao longo das décadas de 1960 e 1970, com o crescimento da cidade e a diversificação de sua economia, o cartório expandiu suas atribuições para incluir registros de óbitos e notas, acompanhando a evolução social e econômica de Douradoquara. O nome "Amaral Ramos" foi adotado em 1985, em homenagem aos fundadores da cidade, Sr. Antônio Amaral e Dona Maria Ramos, como forma de reconhecimento à sua importância para o desenvolvimento local.
Hoje, o Cartório Amaral Ramos é uma instituição consolidada em Douradoquara, atendendo a diversas gerações de famílias da região. Estima-se que mais de 20.000 pessoas já tiveram seus registros de vida formalizados em suas páginas, desde os primeiros nascimentos até os mais recentes casamentos e escrituras. O cartório se orgulha de preservar a memória afetiva da comunidade, guardando documentos que contam a história de Douradoquara e de seus habitantes, sendo um ponto de referência para a busca de informações genealógicas e a comprovação de direitos.