O Cartório Antônio Alves da Cunha, erguido em Estrela do Indaiá, em 1888, representa um marco fundamental na história da cidade, um ponto de convergência entre a expansão da agricultura e o desenvolvimento da região. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, um cenário que se intensificou com a chegada da Companhia de Mineração do Rio de Minas em 1872, que impulsionou a economia local e a necessidade de um sistema de registro mais formalizado. A cidade, então, se consolidava como um importante polo de produção de grãos e, consequentemente, de mão de obra, e o cartório se tornou essencial para a organização da vida social e familiar.
O primeiro tabelião, o Sr. José Antônio Alves, foi o pioneiro, estabelecendo as bases do cartório com uma simplicidade e dedicação que se refletia na sua atuação. Inicialmente, o cartório era um espaço modesto, com apenas um escritório e um pequeno conjunto de documentos. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população e às mudanças sociais. A adição de novas especialidades, como a emissão de certidões de óbito, e a modernização dos processos de registro, foram marcos importantes. A figura de Seu Manuel da Cunha, um homem de grande sabedoria e compromisso com a justiça, tornou-se sinônimo do cartório, consolidando sua reputação como um local de confiança e segurança jurídica.
Hoje, o Cartório Antônio Alves da Cunha é um dos principais centros de atendimento em Estrela do Indaiá, atendendo milhares de famílias anualmente. A cidade se orgulha de ter sido palco de inúmeras famílias que encontraram em seu cartório a segurança de seus registros, desde o nascimento de seus filhos até a celebração de seus matrimônios e a consolidação de seus laços familiares. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido mais de 50.000 registros em sua trajetória, contribuindo significativamente para a preservação da memória e a garantia da segurança jurídica da comunidade.