O Cartório Ildefonso, erguido em Itabirito, MG, nasceu em 1928, um ano que marcou a expansão da cidade e o início de um novo ciclo de desenvolvimento. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros e documentos, refletindo o crescimento da economia local e a necessidade de formalizar a vida social e familiar. A cidade, então, era um importante polo agrícola, com a produção de grãos e a expansão da pecuária, e a necessidade de registrar a propriedade, a posse de terras e os contratos comerciais era fundamental para o crescimento da comunidade.
O primeiro tabelião, o renomado Sr. José Ildefonso, foi nomeado em 1928, um nome que, embora simples, carregava a tradição de um cartório dedicado à administração da justiça e à preservação da memória local. Inicialmente, o cartório se concentrava em Notas, registrando a transferência de bens, a compra e venda de imóveis e a celebração de contratos de arrendamento. Com o passar dos anos, o cartório evoluiu, expandindo suas atividades para o Registro de Títulos e Documentos, que incluía o registro de escrituras, testamentos e outros documentos importantes para a vida familiar e a propriedade. A adição do Registro Civil de Pessoas Jurídicas, que registrava a criação de sociedades, associações e outras entidades jurídicas, representou um marco importante, permitindo que a cidade se organizasse de forma mais formal e que as relações sociais se consolidassem.
Ao longo das décadas, o Cartório Ildefonso se tornou um pilar da comunidade de Itabirito. Milhares de famílias foram atendidas, desde os pequenos agricultores que registraram suas terras até os empresários que formalizaram seus negócios. A presença do cartório também foi fundamental para a preservação da memória histórica da cidade, registrando documentos que narravam a história de Itabirito, suas origens e seus eventos mais importantes. Aos poucos, o cartório se tornou um local de encontro, de consulta e de apoio para aqueles que precisavam de assistência jurídica e administrativa, consolidando-se como um centro de referência para a administração da justiça e a preservação da memória local.