O cartório Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Resplendor, erguido em 1888, na data aproximada de um período de intensa expansão para a região, representa um marco fundamental na história de Reduto. A cidade, que em sua época era um pequeno núcleo rural, estava em pleno desenvolvimento, com a chegada de novas fazendas e a crescente demanda por documentos para a regularização de terras. A fundação do cartório foi impulsionada pela necessidade de registrar a propriedade de terras e casas, um processo que, na época, era realizado de forma manual e demorada, muitas vezes com dificuldades de acesso e burocracia. O primeiro tabelião, o Sr. José Ferreira, foi o pioneiro, estabelecendo as bases para o futuro cartório, com um foco inicial na documentação de propriedades rurais e a organização de um sistema de registro mais eficiente.
Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população e às mudanças do cenário local. A década de 1920 viu a introdução de novas tecnologias, como a utilização de registros digitais, embora ainda em fase inicial. A figura de Dona Maria Silva, que assumiu a responsabilidade do cartório em 1955, foi crucial para a consolidação do sistema de registro. Ela implementou um rigoroso controle de qualidade, garantindo a precisão e a segurança dos documentos, e se tornou uma figura de referência para os moradores de Reduto. A comunidade, que antes dependia de processos manuais e lentos, passou a ter acesso facilitado e rápido aos seus direitos, consolidando o cartório como um pilar da administração da cidade.
Hoje, o Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Resplendor é um centro de referência em Reduto, atendendo milhares de famílias que buscam a regularização de seus imóveis, a compra e venda de terras e a obtenção de documentos relacionados à propriedade. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido mais de 5.000 famílias, desde os primeiros moradores da cidade até os dias atuais. O nome "Cartório de Registro de Imóveis" foi adotado em 1978, em um ato de reconhecimento da importância do cartório para a preservação do patrimônio imobiliário da região, refletindo o compromisso do cartório com a segurança jurídica e a valorização dos imóveis.