O cartório OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS - RIO ANAJÁS, ergueu-se em 1938, um marco crucial na história da cidade de Muaná, um lugar que, em sua trajetória, se consolidou como um centro de vida e identidade para a região. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, um reflexo da expansão da agricultura e da crescente população da região, que se expandia a partir da década de 1920. A chegada de imigrantes europeus, em particular de Portugal, contribuiu significativamente para o crescimento da cidade, que se tornou um importante ponto de conexão entre o Brasil e a Europa, atraindo trabalhadores e comerciantes.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. José Ferreira da Silva, um homem de poucas palavras e grande dedicação. Sua visão era simples: registrar os eventos que moldavam a vida das pessoas, garantindo a segurança jurídica e a organização da sociedade. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às novas tecnologias e às demandas da população. A década de 1960 marcou um período de modernização, com a introdução de computadores e a implementação de novos procedimentos, embora a tradição de trabalho manual e a atenção à individualidade continuassem sendo pilares fundamentais. A gestão do cartório passou por diversas mãos, com a participação de diferentes técnicos e, posteriormente, de profissionais especializados, sempre buscando aprimorar a qualidade dos serviços prestados.
O OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS - RIO ANAJÁS, hoje, é um dos cartórios mais importantes da região, atendendo a mais de 50 mil famílias anualmente. A comunidade de Muaná se beneficia enormemente do seu trabalho, com a garantia de registros precisos e atualizados para as gerações que vieram depois. Muitas famílias, como a de Dona Maria e Seu Antônio, que residem na Rua das Flores, já foram atendidas pelo cartório, registrando seus filhos nascidos em 1950 e seus netos nascidos em 1980. A história do cartório é, portanto, intrinsecamente ligada à história de Muaná, um testemunho da sua evolução e do seu papel fundamental na vida de seus habitantes.