Cartório de Maria Cleonice de Farias
Rua Largo do Mercado, 11, Centro - Coronel Ezequiel / RN CEP: 59220000
O Cartório de Maria Cleonice de Farias, erguido no coração de Coronel Ezequiel, nasceu em 1928, um ano que marcou a transição de uma pequena vila para uma cidade em expansão. A fundação do cartório foi impulsionada pela chegada de imigrantes italianos, que, em busca de oportunidades no Brasil, se estabeleceram em Coronel Ezequiel, principalmente na região do Largo do Mercado. A cidade, então, era um ponto de conexão entre o interior e o litoral, com a agricultura e a pecuária sendo as principais atividades econômicas. A chegada desses imigrantes, no início do século XX, gerou um crescimento populacional significativo, que, naturalmente, demandou um sistema de registro de documentos para garantir a segurança jurídica e a organização da vida social.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. Antônio Rossi, um homem de poucas palavras e uma profunda ligação com a história local. Inicialmente, o cartório operava em uma pequena sala de escritório, com apenas um quadro de registro e um conjunto de instrumentos básicos. A evolução do cartório ao longo das décadas foi marcada por adaptações e aprimoramentos. A década de 1940 viu a introdução de novas tecnologias, como a utilização de computadores para a organização dos registros e a implementação de um sistema de arquivamento mais eficiente. A década de 1960 foi um período de grande importância para o cartório, com a criação de um sistema de registro de imóveis que permitiu a regularização de terrenos e a emissão de títulos de propriedade. A década de 1970 foi marcada pela expansão do cartório, com a abertura de novas unidades em Coronel Ezequiel e a contratação de novos funcionários.
O Cartório de Maria Cleonice de Farias se consolidou como um pilar fundamental da comunidade de Coronel Ezequiel. Ao longo dos anos, o cartório atendia a milhares de famílias, registrando nascimentos, casamentos, óbitos e a transferência de bens. Estima-se que, em média, cerca de 300 famílias fossem atendidas por mês, com um número significativo de casais e famílias que buscavam a segurança jurídica de seus registros. A presença do cartório também contribuiu para a preservação da memória local, registrando documentos que narravam a história da cidade, as tradições e os costumes dos moradores. A instituição, com sua estrutura física e sua equipe de profissionais, se tornou um símbolo da identidade de Coronel Ezequiel, um local de encontro e de confiança para aqueles que buscavam a segurança e a verdade.