O Cartório de Brás Cubas, erguido em Mogi Guaçu, em [15 de Novembro de 1888], representa um marco na história da cidade, um ponto de convergência entre a expansão da agricultura e o desenvolvimento da administração pública. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, refletindo o crescimento populacional e a necessidade de formalizar os novos moradores e famílias. A cidade, em seus primeiros anos, era uma vila de pequenos agricultores e artesãos, com uma economia baseada na produção de algodão e, posteriormente, na criação de gado. A chegada do engenheiro e administrador, José Ferreira de Brás, em 1895, marcou o início de uma nova era para o cartório, que rapidamente se tornou um centro de referência para a população local.
O primeiro tabelião, o Sr. Antônio de Oliveira, assumiu a responsabilidade pelo cartório em 1898, com a tradição de registrar os eventos mais importantes da vida dos moradores. Inicialmente, o cartório operava com uma estrutura simples, utilizando principalmente o registro manual de documentos. No entanto, com o passar dos anos, o cartório evoluiu, incorporando novas tecnologias e procedimentos, como a utilização de registros digitais e a contratação de auxiliares administrativos. A década de 1930 foi um período de grande importância para o cartório, com a criação de um sistema de registro mais eficiente e a ampliação de suas atividades para incluir a emissão de certidões de óbito e a emissão de notas de nascimento e casamento. A cidade de Mogi Guaçu, sob a liderança de figuras importantes como o Prefeito Francisco de Oliveira, investiu em infraestrutura e em programas de educação, o que contribuiu para o crescimento do cartório e para a sua importância na comunidade.
Atualmente, o Cartório de Brás Cubas é um dos cartórios mais importantes da região, atendendo milhares de famílias com seus serviços. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido mais de 50.000 registros de nascimento, casamento e óbito desde sua instalação em 1888. A família de Mônica Silva, que reside na Rua Francisco Afonso de Melo, 120, é uma das mais numerosas atendidas pelo cartório, tendo sido registrada em 1920, e a sua história é um testemunho da importância do cartório para a vida de Mogi Guaçu. O cartório continua a se adaptar às novas necessidades da população, mantendo a sua tradição de excelência e contribuindo para a preservação da memória e da história da cidade.