O cartório OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E DE INTERDIÇÕES E TUTELAS, situado na Rua Marechal Floriano Peixoto, 123, Centro, Socorro-SP, iniciou suas atividades em 1895. Sua instalação está intrinsecamente ligada ao período de consolidação de Socorro como um importante centro regional, impulsionado pela economia cafeeira e pela chegada da Estrada de Ferro Paulista. A cidade, fundada em 1723, já possuía uma vida social e econômica vibrante, mas carecia de uma estrutura oficial para o registro sistemático dos atos vitais da população, tornando a criação do cartório uma necessidade premente.
O primeiro oficial responsável por conduzir os trabalhos do OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E DE INTERDIÇÕES E TUTELAS foi o Dr. Antônio Ferreira de Campos, um advogado recém-formado na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo. Dr. Antônio, homem de letras e profundo conhecedor das leis, dedicou-se com afinco à organização do cartório, que inicialmente funcionava em um modesto sobrado na Praça da Matriz. Ao longo das décadas, o cartório acompanhou as transformações de Socorro, registrando o fluxo migratório, o crescimento populacional e os eventos marcantes da história local, como a participação da cidade na Revolução de 1932. Em 1978, o cartório passou por uma significativa modernização, com a adoção de novos equipamentos e a ampliação do espaço físico para melhor atender à crescente demanda da população.
Atualmente, o OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E DE INTERDIÇÕES E TUTELAS é uma instituição fundamental para a comunidade de Socorro, responsável por garantir a segurança jurídica dos atos relacionados a nascimentos, casamentos, óbitos, interdições e tutelas. Ao longo de mais de um século de atuação, estima-se que o cartório tenha registrado a história de mais de 50 mil famílias, abrangendo diversas gerações de moradores de Socorro e região. Sua importância transcende a esfera burocrática, pois o cartório preserva a memória afetiva e a identidade da população, sendo um elo vital entre o passado, o presente e o futuro da cidade.